Arte pela minha professora de yoga
- Bah Mendes
- 23 de ago. de 2023
- 1 min de leitura

"Esses dias eu li que a arte serve para confortar os desconfortáveis e desconfortar os confortáveis. Concordando ou não, tenho certeza que você já se deparou com artes que fazem uma faísca sair dos olhos e nos fazem sentir mais vivos; acendem a luz dentro da pele. A arte da Bárbara é um bálsamo, um chá de camomila para os olhos. É o conforto tecido e cimentado. Tão bonita esse capacidade de transformar materiais tão brutos e corriqueiros como vidro e cimento, que normalmente possuem um viés mais utilitário e passam despercebidos, em delicadeza. Nunca pensei ser confortada, abraçada pelo cimento e cacos de vidro. Para mim, aí reside a potência de uma artista; nos transportar do cotidiano para um museu de novas sensações. Nos fazer observar como nosso corpo se relaciona com o objeto que estamos admirando. O que os rosas, azuis, amarelos clarinhos, a luminescência dos vidros, os cheiros das velas, as torções dos macramês, a vontade de tocá-los, o corpo da exposição, o corpo e suor da artista impresso na potência de cada peça, o que tudo isso nos suscita. Tenho a sorte de possuir algumas das peças dessa artista e posso dizer, com toda a certeza, que é uma arte que conforta, que brilha, que afaga, e que todos deveriam ter a oportunidade de se relacionar com essa arte para ser admirada em silêncio."





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